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08/04/2020

Palma Forrageira: desafio da variação da MS ao longo do ano

No período de transição entre o período seco e chuvoso é comum receber relatos de produtores que tiveram queda acentuada na produção de leite, principalmente quando a alimentação é a base de palma forrageira. Por si só, a transição entre estes períodos já é complicada, pois passamos de um ambiente quente e seco para uma situação em que temos chuva e elevação da umidade, podendo trazer diversos desafios aos animais. A palma forrageira é conhecida por ser um alimento estratégico, pois além de possuir muita energia – pectina – ela armazena grande quantidade de água, variando em sua composição de 90% a 75% de umidade.

Com o início das chuvas a palma passa a armazenar mais água e geralmente os animais passam a ter uma menor ingestão de matéria seca, visto que muitos produtores continuam ofertando a mesma quantidade de alimento em quilos de matéria natural. De forma prática muitos produtores fazem a avaliação e a correção pelo “olho”, aumentam ou diminuem as quantidades de volumosos, aliada a avaliação do escore das fezes, escore dos animais e ainda a produção de leite diária. Esta forma de avaliação e tomada de decisão mais prática pode funcionar, porém o nível de segurança e assertividade fica comprometido.

Como exemplo prático, numa das propriedade assistida na cidade de Águas Belas/PE, a palma variedade orelha de elefante em janeiro apresentou 16% de MS. Entretanto, esta mesma palma após o início das chuvas chegou a apenas 11% de MS, ou seja, uma redução de 30%. Para tentar minimizar este desafio de forma prática a nível de fazenda, existe a alternativa de utilizar uma ferramenta conhecida por “Air Fryer”. O equipamento por ser de baixo custo, fácil aquisição e simples manuseio pode ser uma ferramenta na rotina das fazendas leiteiras, garantindo uma menor variação no consumo de matéria seca. Evitando quedas na produção de leite que afetam diretamente a receita da fazenda.

Algumas opções para minimizar este efeito podem ser utilizados, dentre elas está a correção da quantidade de matéria natural de palma fornecida, aumento na quantidade de outros ingredientes já existentes na dieta e também a inclusão de novos ingredientes. Por fim, antes de tomar qualquer medida impensada o ideal é conversar com seu técnico para que juntos possam tomar a melhor decisão, sempre baseado em critérios técnicos e práticos.

Autor: Ademilson Neris dos Santos
Zootecnista
Consultor Fazenda Eficiente

Referência: http://blog.nutron.com.br/bovinos-de-corte/air-fryer-metodo-alternativo-para-estimar-a-materia-seca-em-confinamentos-bovinos-de-corte/

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